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Estamos num mundo tão evoluído em termo de relacionamento que hoje praticamente não existe mais o “eu”, existe o “nós”.

Até aí, tudo bem! Nossas coisas, nossos sentimentos, nossas conquistas, nossas, nossa, nossos, nosso. Mas e quando o que passa a ser nosso é a vida da outra pessoa, será que pode funcionar?

Muitos casais hoje se apegam à vida do outro com uma força tão grande que não dá pra entender como ela consegue viver duas vidas. Uma coisa é compartilhar, dividir. Outra é acumular, tornar seu!

A pessoa tem a vida dela, assim como você tem a sua! Você tem o seu trabalho, os seus projetos, as suas vontades e tem até os seus mimos. A outra pessoa também tem! E porque um dia ela não quer dividir com você não significa que ela não queira compartilhar com você. Ela quer apenas ter um momento dela!

Ela quer ser ela, um pouquinho que seja. Ela quer encontrar os amigos e falar de nada ou de tudo (e as vezes até de você). Ela quer chegar em casa e assistir TV ou ler um livro até tarde da noite. Ela quer comer um prato de brigadeiro ou quer simplesmente não fazer nada!

No outro dia, ela quer você 24 horas por dia e se bobear, não quer nem parar pra ir ao banheiro porque vai ter que se separar de você! O ser humano é feito de momentos e pra que algo dê certo, é preciso que um entenda o momento do outro! Bom quando os momentos são iguais, mas nem sempre são. E é preciso saber respeitar.

Se você não respeita e passa a viver a vida do outro, você acaba se anulando e esquecendo que a sua vida também é importante. Esquece que você tem coisas boas a fazer. Vai deixando seus projetos de lado e seus projetos passam a ser os projetos dele. Seus amigos, os amigos dele. Suas vontades, as vontades dele. E quando você percebe, você vive em função da outra pessoa!

E aí, em alguns casos, é que começam os problemas! Até quando pode dar certo? Até que ponto pode ser legal ter duas vidas transformadas em uma só? Lógico que a ideia de uma vida só é muito bacana, mas tudo tem um limite!

Uma relação não vive de divisão. Uma relação vive de multiplicação, de parceria, de companheirismo. Se é pra dividir, que sejam as coisas boas e não a vida inteira! Até porque, se você vive a mesma vida, o que vai ter pra conversar? O que vai partilhar? Onde terá novidade?  Com qual empolgação vai contar algo novo?

Ter o que partilhar faz a relação ser mais saudável. Então, vamos viver a vida do outro sem deixar de viver a nossa ou vamos anular a nossa em função da do outro? Sim, é uma escolha. E nesse caso, a escolha é individual! Faça a sua! ;)