anticoncepcionais

Em 1961 chegava ao mercado a pílula anticoncepcional, responsável por revolucionar a vida sexual das mulheres, que puderam manter relações sexuais sem a preocupação de uma gravidez indesejada.
Em seu lançamento a pílula foi apresentada ao mercado não como contraceptivo, mas como amenizador dos sintomas menstruais.
E o que antes era tabu tornou-se corriqueiro, todo mundo toma ou conhece quem toma. Existem numerosas opções nas prateleiras das farmácias, diversas apresentações, como comprimido, adesivo e injeção. Qual a melhor opção para o seu caso quem vai decidir é o seu médico, como explica a Dr. Danysa Nascimento, “Todo anticoncepcional deve ser indicado por um ginecologista, pois existem dosagens e tipos de hormônios diferentes, específicos para diversas situações, às vezes o da sua amiga é bom para ela e será péssimo para você.”, comenta.

Anticoncepcional: Vilão ou mocinho?

Já ouviu falar que tomar anticoncepcional por muito tempo pode fazer mal? E que causa trombose? Que não deve ser utilizado por fumantes? Muitas coisas são faladas sobre o anticoncepcional, mas o importante é se consultar anualmente com seu ginecologista para rotina e avaliações hormonais. Segundo a Dr. Danysa Nascimento houve uma evolução do medicamento, “Hoje em dia os anticoncepcionais estão cada vez mais seletivos, com o mínimo de hormônio possível e uma eficácia extraordinária”, explica.
A atenção deve ser redobrada em caso de pacientes fumantes e diabéticos, “Fumantes, diabéticos e pacientes com história familiar de trombose nunca podem iniciar um anticoncepcional sem indicação e avaliação minuciosa de seu ginecologista.”, orienta a médica.
Outra preocupação está na eficácia da pílula, mas se usado regularmente e sem esquecimentos a margem de eficácia é bem alta. Existem muitas apresentações para os anticoncepcionais e até para as esquecidinhas há uma opção que pode ajudar, “Para quem esquece de tomar todos os dias, as injeções mensais de baixa dose são uma boa pedida. Os adesivos são usados em pacientes com intolerância a comprimidos devido a gastrites, náuseas e outros sintomas digestivos, nesses casos os adesivos, ou anéis vaginais são uma boa escolha. Para adolescentes eu sempre recomendo anticoncepcional e preservativo, dessa forma evitam-se filhos e doenças sexualmente transmissíveis.”, completa.
Mas quem vai decidir qual o melhor método anticoncepcional para você será sempre o ginecologista. Após detalhado exame é possível decidir se será comprimido, adesivo, injetável ou outro tipo.

Mas não só de preocupações “vive” o anticoncepcional, o medicamento também é muito utilizado no tratamento de doenças, “Anticoncepcionais são usados como tratamento para ovários policísticos, acnes, miomatose (nódulos benignos), endometriose, dismenorréia (cólicas intensas na menstruação), hipermenorréia (menstruação excessiva) e muitas outras doenças e queixas das pacientes.”, comenta.