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Toda mulher sexualmente ativa precisa se consultar anualmente com um médico ginecologista. A Drª Danysa Nascimento, Ginecologista e Obstetra formada pela UNIFENAS/MG, explica que durante a consulta a paciente passa pelo Papanicolau e recebe encaminhamentos para exames laboratoriais e para a ultrassonografia transvaginal.

É importante que o primeiro preventivo ocorra seis meses após a primeira relação sexual, independente de idade. Para as pacientes que ainda não são sexualmente ativas, as visitas ocorrem com espaço de dois anos e a decisão de fazer o Papanicolau é do médico. Para esses casos existe um aparelho específico a ser utilizado pelo profissional.

 

Alguns sintomas precisam de atenção e determinam a hora de antecipar a consulta

É preciso observar sinais como leucorréia (corrimentos) com dor ou prurido(coceira), feridinhas, cólicas intensas, diminuição ou aumento do fluxo menstrual e incômodo durante o sexo. Algumas doenças sexualmente transmissíveis são mais comuns, como a Tricomoníase, Herpes e HPV.

É preciso ficar atenta, algumas doenças podem ocasionar problemas mais graves do que coceira e corrimento. No caso da Tricomoníase, por exemplo, existem estudos que relacionam a doença à transmissão do vírus HIV. Isso acontece por tornar o organismo suscetível ao vírus, com feridas e sangramentos. Pode ainda estar relacionada ao baixo peso nos bebês, ao nascimento de prematuros e até a morte neonatal de bebês de mães infectadas.

O Herpes não tem cura e precisa ser controlado para evitar problemas neurológicos graves. Nos casos em que o bebê é infectado ainda no útero da mãe, a infecção pode ser mais perigosa e levar a morte do feto, ou a ocorrência de deficiência mental.

Além do incomodo causado pelo HPV, há também o risco da doença ocasionar um câncer, “O HPV é um vírus com mais de 80 subtipos, sendo alguns de alto risco. E esses de alto risco tem o poder de transformar o tecido celular do colo do útero, da vagina e da vulva, levando ao câncer se não for realizado um acompanhamento e tratamento adequado. Os de baixo risco levam a formação de verrugas e lesões na vulva e na vagina.”, explica a ginecologista.

 

Maíra Gomes