Três leitoras contam suas experiências em trocas de casais

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A decisão de fazer sexo com outros casais é delicada para alguns e natural para outros. Nenhuma experiência é igual a outra e para te ajudar a pensar sobre o assunto, conversamos com três leitoras que em algum momento da sua vida decidiram partir para o mundo liberal.

Camila, dona de casa de 25 anos, aproveitou uma bebedeira para tocar no assunto. A vontade já existia para ambos, mas ela nunca havia falado com seu parceiro sobre esse desejo “Conversando com umas amigas sobre Swing, numa festa, decidi falar com meu marido. Chegamos em casa, fingi que estava mais bêbada que o real estado e comecei a falar. Ele ficou espantado me olhando, não falou nada”, contou.
Após uma longa conversa, onde expuseram sua fantasias, o casal resolveu conhecer uma casa de swing. Entre a primeira conversa e a visita passaram-se duas semanas, dedicadas à pesquisa sobre esse universo.

Camila conta que a experiência foi muito melhor do que poderia supor “Lá você só faz o que quiser. Nada é forçado, as pessoas são muito educadas e respeitosas.” Essa sensação de segurança foi essencial para que o casal decidisse voltar outras vezes. Atualmente estão se preparando para subir um nível e pretendem enfim consumar a troca de casais. Apesar de não terem ido em frente nas primeiras vezes, Camila percebeu que a relação sexual ficou muito melhor “Ficou mais animado, sempre inventamos fantasias, falamos besteiras que antes não tínhamos coragem.”, explicou.

Com Fernanda, fisioterapeuta de 30 anos, foi bem diferente, a começar pelo cenário. Em um jantar entre casais, o assunto rolou naturalmente “Fizemos um jantar diferenciado pros nossos namorados. Todos beberam um pouquinho a mais. Eu não bebo, então tava ligada em tudo. Começaram umas conversas, se tinha vontade, se já tinha feito e se tinha coragem de fazer. Todos disseram que topavam e aí rolou.”, contou.

Depois disso eles continuaram a amizade e chegaram a transar no mesmo quarto, cada um com o seu par, apenas pelo fetiche “Nem ficávamos olhando pros outros nem nada, era só a emoção de saber que tinha mais alguém ali.”, comentou.

Um convite do namorado de Laura, designer de interiores, de 31 anos, a levou, já na primeira vez, à cama de Horus, “uma super cama, onde todos podem participar”, contou. Mais tarde, com o termino dessa relação, Laura continuou buscando relacionamentos onde houvesse esse tipo de liberdade “Meu ex-namorado não curtia e eu abri mão porque não gosto de enganar ninguém.”, explicou. A arquiteta se sentiu desconfortável quando tentou tocar no assunto com seu ex-parceiro “Tentei contar, mas senti um preconceito quando ele disse que só faria com putas.”, lamentou.

Escolher com cautela o local é muito importante. Algumas casas não permitem a entrada de homens solteiros, apenas casais e mulheres solteiras. Geralmente não é permitido sexo no salão, que funciona como uma boate comum. Áreas reservadas, e outras nem tanto, são destinadas para a “ação” propriamente dita. Se informe sobre a programação para evitar surpresas desagradáveis. Laura dá a dica “Antes de ir pesquise sobre a casa, veja fotos dos eventos, olhe os comentários e quando estiver lá não vá com muita sede ao pote. Tem que lembrar que ali tem pessoas casadas há muito tempo. Tem que ter respeito e carinho e evitar de beber demais”, finalizou.

Ainda existe muito preconceito quando o assunto é swing, natural, já que as relações humanas são baseadas em posse e ciúmes. Conseguir expor seus desejos é o primeiro passo para abrir ou fechar essa porta definitivamente na relação.

 

Imagem:Google