A cada dia que passa as crianças exigem mais espaço, mais atenção e, pasmem, mais liberdade. Em contrapartida, a cada dia que passa os pais (em sua grande maioria) vivem em espaços cada vez menores. Como lidar com isso, então?

A ideia é proporcionar o máximo de conforto à criança sem privá-la das brincadeiras, afinal de contas, ser criança é mais que necessário, é fundamental e indispensável!

O site Casa e Jardim abordou essa questão e mostrou as soluções que alguns arquitetos deram pra esses casos. Vamos ver?

 

 

Cabana do pirata

Transformar um quarto de bebê em dormitório de menino. Esse foi o mote seguido pela arquiteta Vivian Wipfli, do escritório Quatro Vezes Wipfli e da Corporação de Ofícios, ao repensar o espaço de seu sobrinho José, de 6 anos, no apartamento da família no Itaim Bibi, em São Paulo. Com 14 m2, o ambiente ganhou uma cabana de madeira, suspensa a 70 cm do chão, com portas, janelas e até um alçapão. “Utilizei como referência as casas de árvores, que são feitas em jardins”, explica a profissional. Para a nova fase do garoto, a cama dele foi montada em dois patamares. Junto ao mais baixo, a parede recebeu tinta para lousa. “José acompanhou a montagem da casinha e se diverte nela”, conta Vivian, orgulhosa do garoto.

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O mundo de Laura

Pai de primeira viagem, o arquiteto Rodrigo Angulo se divertiu ao idealizar o quarto da filha, Laura, hoje com um ano e meio. Ao lado da esposa, Claudia, ele desenvolveu um ambiente campestre para o espaço de 12 m2 no apartamento no Paraíso, em São Paulo. Nas paredes pintadas de azul claro, ele montou a estante em forma de árvore. “Os galhos são prateleiras de pínus, cortadas em diferentes medidas”, afirma. Os nichos circulares, que representam os frutos, foram criados com contêineres de alumínio, comprados em loja de utensílios para restaurantes, pintados com tinta esmalte. No restante do espaço, o arquiteto dispôs o berço, de freijó linheiro e palhinha, a cômoda antiga e um armário que imita uma casa de bonecas. Por todas as paredes, no teto e também nas portas do armário, há adesivos, produzidos sob encomenda.

 

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Viagem espacial

Um quarto de 12 m2 bonito e, acima de tudo, um espaço para o filho Gabriel, 8 anos, deitar e rolar no apartamento, localizado no Horto Florestal, Rio de Janeiro. Foi a partir dessa premissa que a arquiteta carioca Leila Bittencourt, da loja e escritório de arquitetura Oba!, especializado em quartos infantis, teve a ideia de fazer a parede interativa. Atrás do adesivo de sistema solar há uma placa metálica imantada, na qual estão presas as miniprateleiras e onde podem ser apoiados bonecos e carrinhos com ímã. Nas mãos de Gabriel, as peças mudam de lugar. Leve e prática, a cama tem rodízios, de maneira que o garoto possa afastá-la sozinho e aproveitar melhor o painel. “Outro ponto interessante do projeto são as soluções de organização, como a gaveta com divisórias sob o tampo da escrivaninha”, ressalta Leila

 

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Princesas na selva

Assim como faz toda grávida, a arquiteta Chantal Ficarelli, da Arkitito, folheou dezenas de revistas de decoração enquanto esperava as gêmeas Laura e Geórgia. “Não gosto daqueles quartos coordenados, com tudo em tom pastel”, diz. O tema “selva” surgiu a partir de um móbile, trazido dos Estados Unidos, que hoje fica em um dos berços. Inspirada nele, a arquiteta fez a encomenda, pela internet, do papel de parede modelo Jungle Dudes, da marca Mr Perswall. A estampa vibrante equilibra o mobiliário robusto, que preenche os 13 m² do ambiente no apartamento em Pinheiros, São Paulo. Tanto os berços como a cômoda foram projetados pela arquiteta e designer Inês Aquino, tia de Chantal, e já pertenceram a outros bebês da família.

 

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E então, o que acharam?