Logo_Coisa_que_ninguem_me_contou_FINALAos desavisados, Montmartre é muito mais do que a Sacré-Couer. Montmartre é o paraíso dos boêmios e foi lá que me encontrei, na verdade me encontrei em todos os lugares de Paris, mas Montmartre é um lugar especial e o dia que passei lá foi um dos melhores de toda a viagem. Recomendo uma visita sem pressa, um dia inteirinho de Montmartre. Espero poder voltar a Paris um dia e tenho consciência que alguns passeios podem ser feitos apenas uma vez, não precisam ser repetidos, mas o bairro de Montmartre precisa ser visto e revisto quantas vezes forem possíveis.

Começamos fazendo comprinhas nas lojinhas de souvenir, e nesse ponto é importante pesquisar, bater perna e ter cuidado. O lugar é perfeito para comprar lembrancinhas de viagem para os amigos, com muitas opções baratas e bacanas.
O bairro tem  fama de ser reduto da malandragem, alguns contam ter sido vítima de golpes nos arredores, mas eu não vi nada desse tipo.

Subimos de funiculaire, um bondinho que sobe lateralmente até o topo do morro onde fica a igreja, a subida é rápida, indolor e barata. Se você for menos preguiçosa, pode subir as escadas. Boa sorte!

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Depois de visitar a igreja, parada obrigatória, afinal você está de cara com ela e a construção é belíssima e imperdível, mesmo para os menos religiosos, seguimos para conhecer o bairro.

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Quando saímos da Igreja, seguimos pela lateral esquerda e havia um grupo cantando, numa apresentação divertidíssima que envolvia os expectadores.
Almoçamos num pub, que se eu não me engano era Irlandês. Talvez minha memória esteja me traindo, mas isso não é importante, o importante é que tinha wifi.

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Seguimos para Place des Tertres e sentamos para tomar uma cervejinha enquanto observávamos o movimento de artistas, pintores, desenhistas e turistas. Bacana demais, só não foi tão bacaba não termos perguntado o preço da cerveja antes de sentar no bendito bar. 8 euros!!!!!

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Mesmo depois dessa facada, seguimos de bar em bar. Geralmente a cerveja era Heineken, ou 1664, o que não é ruim, mas a gente variava quando podia.

Descendo pelas ladeiras do bairro encontramos uma paisagem linda, com moinhos, esculturas, bosques urbanos e casinhas encantadoras.

Passamos pela Praça Abesses, onde a expressão “Eu te amo” aparece em diversas línguas no Le Mur des Je t’Aime, ou O Muro do Eu te amo, um lugar muito agradável e que vale a visita.

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Sou bem suspeita pra falar de Monmartre, porque o bairro definitivamente ganhou meu coração. Passamos o dia fazendo duas coisas que amo, conhecer lugares e beber cerveja.

Também estivemos no café des 2 moulins, onde a protagonista do filme O fabuloso destino de Amelie Poulan trabalhava. Uma graça de lugar, cheio de detalhes que vão te transportar para o universo do filme, que aliás, recomendo.

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Montmartre é colado ao bairro Pigalle e realmente não sei determinar onde começa um e onde termina o outro. Já no fim do dia estivemos no Moulin Rouge, que só visitamos do lado de fora mesmo, o show é uma fortuna. Nos arredores do famoso cabaré há uma infinidade de outros cabarés menos famosos e sexy shops. A visita é no mínimo engraçada.

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Nós fomos e voltamos de metrô, meu transporte favorito em Paris.

Imagens de arquivo pessoal, exceto a do funiculaire, retirada do google.