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A primeira questão: qual receita seguir? Como sempre, fiz um levantamento de receitas e fui julgando pelos ingredientes. Muitas misturam doce de leite (particularmente, acho enjoativo) e outras é apenas misturar o recheio e voilá. Embora muito mais simples, geralmente estes não ficam com a textura que eu julgo ideal, que é a textura do cheesecake do Outback. Àqueles que nunca comeram, fica o dever de casa: comer lá o quanto antes. Super recomendo!

Por fim, achei a receita do chef Lucas Corazza que me ganhou tanto pela quantidade de cream cheese quanto pelo fato de ir ao forno. Vale ressaltar que o nome “New York style” também é por conta do chef.

Dê uma pausa na dieta e anote aí!

 
Ingredientes:

 

Massa:

 

1 +  1/2 pacotes de biscoito maisena
200 g de manteiga sem sal

 
Recheio:

 

1250 g de cream cheese em temperatura ambiente (=9 potinhos de cream cheese da polenghi)
300 g de açúcar
50 g creme de leite (a receita original recomenda creme de leite fresco. como não achei, usei o tradicional da nestlé mesmo)
45 g de farinha de trigo
2 colheres de sopa de raspas de limão
5 ovos grandes
2 gemas
1/2 colher de sopa de essência de baunilha

 
Cobertura:

 

1 pote de geleia queensberry de morango (ou o sabor de sua preferência)
1 caixa de morango

 
Modo de Preparo:

 

Triturar o biscoito maisena até virar uma farofa, com o auxílio de um processador ou mesmo no liquidificador. Em seguida, derreter a manteiga no microondas, e incorporar à farofa de biscoito maisena aos poucos, mexendo com as mãos mesmo, até formar uma massa homogênea que não fica grudando nas mãos. Forrar a forma – de preferência com fundo removível – começando pela base e subindo até as paredes. Pode esticar a massa até a borda da forma mesmo porque o recheio fica bem volumoso. Reservar.

No recipiente da batedeira, bater o cream cheese (haja paciência para abrir 9 potes e raspá-los, viu!) com o creme de leite, em velocidade lenta. Como a minha batedeira não é das mais potentes, usei uma colher para ajudar a misturar. Ressalto aqui a importância do cream cheese estar a temperatura ambiente. Quando fiz, ainda estava geladinho e acho que isso dificultou um pouco. Acrescente o açúcar e deixe bater pouco, apenas o suficiente para misturá-lo.

Em seguida, acrescentar os ovos, as gemas, as raspas de limão e a essência de baunilha. Mantendo sempre a velocidade lenta (velocidade 1 da minha batedeira), acrescentar por fim a farinha de trigo. Transferir o recheio para a massa e e a receita original diz para levar ao forno por aproximadamente 1 hora a 100ºC.

Desconfio que o forno lá de casa não esteja dos mais calibrados, então não posso garantir eu que tenha assado exatamente a esta temperatura. Assei sim com o fogo bem baixo. Morri de aflição de deixar a massa queimar. Por volta dos 45 minutos, vi que a cor da massa havia mudado de branquinha para levemente amarelada. Deixei no forno por ainda mais uns 30 minutos porque embora as laterais ja estivessem mais firmes, no meio ainda estava meio molengo. Acabei tirando do forno assim mesmo com a parte do meio visivelmente mais mole e deixei esfriando na bancada com uma ajudinha extra de um ventilador. Quando estiver morno o suficiente, transferir para geladeira. A receita original diz pra deixar na geladeira por pelo menos 24 horas por conta da textura. Como tive que trazer o cheesecake hoje de manhã pro Fundão, digamos que o mesmo tenha ficado na geladeira umas 8 horas seguidas, deu um passeio de ônibus, voltando a ficar mais umas 3 horas na geladeira antes de ser servido.

Quanto a cobertura, transferi a geleia de morango para um copo e aqueci no microondas para ficar mais fácil de espalhar. Cuidado para não deixar tempo demais e ficar muito quente. Acabei usando o pote inteiro como cobertura. Finalizei com morangos frescos, cortando-os em 4, em plano sagital (ao longo do comprimento do morango). Dispus os morangos em círculos, das extremidades até o centro, completando alguns eventuais espaços com pedaços menores que sobraram.

O sabor ficou delicioso e a textura das laterais ficou perfeita, na minha humilde opinião. Ficou firme e cremoso como o do Outback, porém o centro ficou mais derretido. Acredito que eu devia ter deixado mais tempo no forno, até o centro ficar mais firme. A massa estava ótima e longe de ter queimado.

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Tenho algumas ideias para a próxima tentativa: colocar um pouco menos de açúcar pra ressaltar o gosto do cream cheese e/ou talvez não colocar a essência de baunilha, além de querer tentar a versão light substituindo o cream cheese por creme de ricota e usando açúcar fit.

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Renata Novaes é bióloga. Doutoranda em pânico e levemente atrasada. Entusiasta do mundo culinário, escreve o blog Terapia Gourmet.